segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Passos básicos do desenvolvimento da criança de 1 ano aos 2 anos de idade

Como havia dito em minha última postagem, hoje vou postar sobre os passos básicos do desenvolvimento da criança de 1 ano aos 2 anos, assim os pais vão poder continuar acompanhando mais atentos ao desenvolvimento do seu bebê.
1 ano a 1 ano e 3 meses
  • Brinca de esconde-esconde;
  • Diz "mama" e "papa" e sons semelhantes para designar os pais;
  • Anda apoiando-se nos móveis ou segurada por um adulto;
  • Manifesta variedade de emoções: possessividade, ciumes, afeto, ansiedade;
  • Vira grosseiramente páginas de um livrinho;
  • Fica atenta por períodos de tempo, demonstrando interesse pelo que passa ao seu redor.
1 ano e 4 meses a 1 ano e 6 meses
  • Caminha firmemente;
  • Agacha-se e levanta-se com facilidade;
  • Empilha ou enfileira vários brinquedinhos;
  • Reconhece sua imagem no espelho;
  • Alcança com uma das mãos algum objeto desejado;
  • Balbucia repetindo diferentes sílabas.
1 ano e 7 meses a 1 ano e 9 meses
  • Sobe e desce escada alternando os pés;
  • Bebe líquido usando xícara ou copo;
  • Começa a tirar sua roupa;
  • Compreende e executa várias ordens;
  • Identifica animais e pessoas por palavras simples;
  • Puxa carrinho com cordinha.
1 ano e 10 meses a 1 ano e 12 meses
  • "Nina" boneca ou ursinho de pelúcia;
  • Dá e recebe bola;
  • Faz vários riscos com lápis;
  • Come sozinha usando colher;
  • Usa palavras-frases;
  • Encaixa peças simples;
  • Começa a comer alimentos sólidos com as próprias mãos;
  • Identifica carrinhos e animais por onomatopéias.
Minha próxima postagem será do desenvolvimento dos 2 anos aos 3 anos de idade. Aguardem!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Passos básicos do desenvolvimento da criança do nascimento até 12 meses

Neste texo vou colocar quais são os passos básicos que uma criança desenvolve desde o nascimento até seus 12 meses, com esse texto vocês, pais, vão poder ficar mais atentos ao desenvolvimento do seu bebê.

Primeiro mês
  • Realiza movimentos de sucção ao estimular-lhe os lábios;
  • Agarra firmemente o dedo do adulto quando colocado na palma de sua mão;
  • Movimenta-se livremente na posição deitada;
  • Acalma-se ao ouvir a voz humana;
  • Olha brevemente a face dos outros, quando próxima da sua;
  • Emite sons guturais.
Segundo mês
  • Sustenta a cabeça por movimentos, quando de bruço;
  • Segue com movimentos dos olhos e de cabeça um estímulo que se move ao alcance de sua vista;
  • Esboça um sorriso como resposta às "brincadeiras" que lhe fazem;
  • Emite sons em forma variada;
  • Segura, com as duas mãos, um pequeno objeto, no centro do seu corpo
Terceiro mês
  • Mantém com firmeza a cabeça e o tronco, na posição de bruços;
  • Leva à boca a mão ou o chocalho;
  • Volteia o corpo lateralmente;
  • Segue com o olhar o movimento das pessoas;
  • Ri e sorri as "brincadeiras" que lhe fazem;
  • Brinca com suas mãos, fixando seu olhar nos movimentos que faz com as mesmas.
Quarto mês
  • Apoia-se nas mãos e nos braços para sustentar a cabeça e o tronco, estando de bruços;
  • Vira-se de posição de bruços para a de costas;
  • Segura e leva a boca objeto pequeno;
  • Começa a sustentar-se com apoio;
  • Murmureja e ri fortemente;
  • Pula quando sustentada na posição de pé, pelas axilias.
Quinto e Sexto mês
  • Sorri espontaneamente às pessoas que lhe são familiares;
  • Agarra seus pés e "brinca com eles";
  • Senta-se brevemente, sem apoio;
  • Reconhece as vozes dos familiares.
Sétimo e Oitavo mês
  • Tira o pano que lhe cobre o rosto;
  • Passa um objeto de uma a outra mão;
  • Introduz objetos pequenos, em caixinhas, utilizando o polegar e o indicador;
  • Faz barulho intencionalmente com objetos nas suas mãos;
  • Reage negativamente às pessoas estranhas;
  • Engatinha com certa soltura.
Nono e Décimo mês
  • Grita e chora para chamar atenção;
  • Fica de pé, apoiando-se ou agarrando-se;
  • Imita sons e movimentos, como estalos de lingua ou bater palmas;
  • Empilha dois objetos;
  • Compreende e executa algumas ordens simples;
  • Repete alguns sons do que lhe "falam";
Décimo Primeiro e Décimo Segundo mês
  • Vale-se de gestos e poucas palavras para se comunicar;
  • Arremessa e rola uma bola;
  • Permanece sentada longo período;
  • Manifesta afeto por beijos e abraços;
  • Explora brinquedinhos por algum tempo;
  • Tenta rabiscar pegando o lápis com toda a mão.
Em breve postarei mais desenvolvimentos, de 1 ano até 2 anos e de 2 anos até 3 anos. Aguardem!!!

Depressão Infantil

Hoje vou falar de um assunto que ainda não é muito comentado, porém o número de casos vem aumentando a cada dia: a Depressão Infantil.

O que é Depressão Infantil?
É um transtorno de humor capaz de comprometer o desenvolvimento normal da criança e interferir no processo de maturidade psicológica e social. Por ser uma doença de difícil diagnóstico ela ainda é muito ignorada.

Quais são os principais sintomas?
  • insônia;
  • choro;
  • tiques;
  • anorexia;
  • baixa concentração;
  • irritabilidade;
  • medos;
  • problemas de memória;
  • fadiga;
  • rebeldia;
  • lentidão psicomotora;
  • tristeza;
  • idéias e tentativas de suicídio.
Quais são as consequências da Depressão Infantil?
Os sintomas da depressão infantil começa a aparecer na perda de interesses por pessoas e o isolamento seguido de falta de cuidado consigo mesmo, grandes problemas de relacionamento familiar e social, queda no rendimento escolar e suicídio.

Como tratar a Depressão Infantil?
O tratamento da depressão infantil deve ser multiprofissional, integrando Psicologia, psiquiatria e/ou neuropediatria.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O mito de Ícaro

Hoje vou fazer um pequeno paralelo entre a mitologia e nossas vidas. É bem interessante ver o quanto as histórias podem ligar-se.
Ícaro era filho de Dédalos, o construtor do labirindo que o rei Minos aprisionava Minotauro (um monstro com metade do corpo de homem e a outra metade de touro, fruto da traição da mulher de Minos, Pasífae com Poseidon). A lenda grega conta que Dédalos ensinou Teseu, que seria devorado juntamente com outros jovens pelo monstro Minotauro, a sair do labirinto. Dédalos sugeriu que ele utilizasse um novelo que deveria ser desenrolado a medida em que fosse entrando no labirinto. Desta forma após ter matado o monstro Minotauro ele conseguiu fugir do labirinto. o rei minos quando descobriu ficou furioso e prendeu Dédalos e seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalos construiu asas com penas de pássaros colando-as com cera de abelha. Antes de levantar vôo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam voar nem muito alto (perto do sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Porém, a sensação de voar foi tão estonteante para Ícaro que ele esqueceu a recomendação do pai e elevou-se tanto nos ares a ponto da previsão de Dédalos ocorrer. A cera que colava as penas da asa derreteu e Ícaro perdeu suas asas, caindo ao mar e morrendo afogado.
Analisando o mito as asas são os símbolos da criatividade e do potencial humano,, elas representam a imaginação sublime, já as asas artificiais representam a imaginação perversa. No mito, para Dédalos as asas tinham um significado muito maior e diferenciado do Ícaro, pois Dédalos criou as asas (teve o trabalho da elaboração e criação da asa) enquanto Ícaro ganhou as asas, ele não teve o trabalho de construí-las, foi um presente para ele.
Dédalos no mito vem representando o intelecto, pois ele é o criador do labirinto e das asas. O labirinto criado por ele representa o subconsciente, é um lugar onde o homem fica preso sem esperança de encontrar a saída.
As penas das asas foram coladas com cera de abelha, que são criaturas que simbolizam o trabalho paciente, a cera portanto representa o trabalho e a experiência obtida pelo trabalho.
O pedido de Dédalos à Ícaro de não voar nem muito alto e nem muito baixo representa o pedido pelo equilíbrio, por um ideal de medida.
O sol é a fonte de vida, de alegria. O mar também é símbolo da vida, em sua superfície ele representa a vida com suas aventuras e perigos, e as profundezas submarinas representam o subconsciente; nesse mito o mar onde Ícaro caiu representa o domínio da escravidão e do sofrimento.
Voltando as asas, aqui elas representam a criatividade e o trabalho, ou seja, foi uma visão criativa que se transformou em uma possibilidade ao serem aliadas ao trabalho duro, a experiência concreta, em perfeita proporção. Caso não haja essa proporção o vôo pode ser interrompido.
O vôo sonhado é a expressão da vaidade:o nervoso satisfeito pela sensação de vôo, simboloza seu desejo real, ainda que exaltado, de superar a si mesmo.
Já Ícaro, podemos fazer quatro análises diferentes; a primeira Ícaro herda uma grande capacidade do pai, mas não possuí habilidades para usá-las de forma adequada e acaba esbanjando, correndo riscos de perder tudo o que herdou. Um exemplo disso nos tempos de hoje são os jovens que herdam uma grande fortuna dos pais, mas não conseguem lidar com as possibilidades que isso traz e contrariam todas as expectativas que seus pais lançaram sobre elas. Não é difícil encontrarmos filhos de pessoas com grande potencial que vivem às sombras dos pais, são geralmente conhecidos como “filho de fulano”.
Podemos ver Ícaro também como alguém que vive em uma vida de fantasias que são inatingiveis, portanto, com frequencia ele vê suas asas derreterem e ele cai novamente na triste realidade, pois esquecem que precisam consiliar seus sonhos com o trabalho que vai ajudar a concretizá-los. Outros não se permitem voar alto como Ícaro e portanto permitem que o oceano (as experiências amargas da vida) lhe tirem o sonho de voar tornando a jornada da vida muito pesada, podendo chegar ao ponto em que o mar da vida lhe engole.
Outra representação pode ser alguém de grande talento mas que não se interessa em aprimorá-los, tão pouco desenvolver os atributos morais necessários para utilizar de maneira sabia sua capacidade.
E por último podemos ver Ícaro como alguém que ignora as necessidades inerentes à experiência humana como forma complementar para a sabedoria. As experiências humanas são tão complementar como a cera de abelha que colou as penas, para formar a asa.
Portanto no geral, Ícaro representa o intelecto sob um aspecto vaidosamente cego.

domingo, 12 de junho de 2011

Transtornos Alimentares

Nos dias de hoje vivemos uma epidemia mundial que atinge de forma mais agressiva principalmente a população feminina entre os 18 e 40 anos, que é a “epidemia do culto ao corpo”; as pessoas estão se sujeitando cada vez mais a tratamentos pesados e muitas vezes perigosos em nome do corpo perfeito.
Muitas vezes há um distúrbio na representação pessoal do esquema corporal, e é nesse momento que é necessário se preocupar mais, pois ai surgem transtornos como a anorexia e a bulimia. Segundo a nutricionista Juliana Nader, o maior grupo de risco para esses transtornos são os atletas, modelos, bailarinas, adolescentes e indivíduos com sobrepeso.
Segundo o site psiqweb, pesquisar realizadas em países desenvolvidos mostra que 93% das mulheres e 82% dos homens são preocupados com sua aparência e trabalham para melhorá-la. De um modo geral, desejar ardentemente ter uma imagem corporal perfeita não implica sofrer de algum transtorno emocional, porém as possibilidades de que esta apareça é fortemente aumentada.
Pra que a gente possa entender um pouco mais do que estamos falando, precisamos saber o que é um “transtorno alimentar”?
Segundo o DSM IV os transtornos alimentares são caracterizados como severas perturbações no comportamento alimentar. Essa seção inclui dois diagnósticos específicos, a anorexia e a bulimia nervosa. Já a obesidade simples é incluída no CID (classificação internacional de doenças) mas não aparece no DSM IV, porque não foi estabelecida uma associação consistente com uma síndrome psicológica ou comportamental.
Agora que sabemos o que é um transtorno alimentar e quais são eles, vamos conhecer um pouco mais de cada um deles.
Vou começar pela anorexia nervosa. Para Crisp (1975) a anorexia nervosa é primeiramente uma “fobia ao peso”, um medo de aumentar o peso corporal. Os pacientes se impõem a si mesmos um baixo peso. Segundo o  CID 10 existe comumente desnutrição de grau variável que se acompanha de modificações endócrinas e metabólicas secundárias e de perturbações das funções fisiológicas. Os sintomas compreendem uma restrição das escolhas alimentares, a prática excessiva de exercícios físicos, vômitos provocados e a utilização de laxantes, anorexígeros e de diuréticos. Essas pessoas costumam negar sua magreza e ocasionalmente afirmam que são gordas.
A nutricionista Juliana Nader aponta a desnutição protético-carbórico, a queda de cabelo, a osteoporose e/ou osteopenia e a anemia e dislipidemia como características da anorexia nervosa; como tratamento ela sugere que seja feito uma dietoterapia de forma gradual para a recuperação do peso e a reabilitação alimentar, além é claro, do acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
A anorexia nervosa pode ser eficazmente tratada, porém, exige uma abordagem multidisciplinar, geralmente fazem parte dessa equipe, um psicólogo (que além de fazer o trabalho com o paciente também vai trabalhar com a família), um nutricionista, um psiquiatra e um endocrinologista. Caso o tratamento não seja feito, a vítima da anorexia nervosa pode morrer lentamente.
Vou colocar aqui algumas dicas que ajudam a identificar uma anoréxica, é preciso prestar muita atenção em seu comportamento, geralmente apresentam-se cansadas, com insônia, anemia e anormalidades hormonais, como por exemplo, a falta da menstruação por pelo menos três meses, preferem comer sozinhas e em horários incomuns, fazem muitas dietas, abusam da ginástica e usam roupas mais folgadas a fim de esconder o corpo magro.
Enquanto a anorexia nervosa se caracteriza pela ausência do apetite a bulimia nervosa  caracteriza-se pela vontade obsessiva compulsiva de comer. A distorção da imagem corporal, assim como na anorexia, na bulimia também é uma característica, eles acreditam que estão muito pesados ou gordos.
No CID 10 encontramos as seguintes caracterizações: partilha diversas características psicológicas com a anorexia nervosa, dentre as quais uma preocupação exagerada com a forma e peso corporais. Os vômitos repetidos podem provocar perturbações eletrolíticas e complicações somáticas. Nos antecedentes encontra-se freqüentemente, mas nem sempre, um episódio de anorexia nervosa ocorrido de alguns meses a vários anos antes.
A vítima da bulimia nervosa passa pelo consumo rápido e totalmente descontrolado de uma grande quantidade de alimento seguido por grande culpa a qual leva ao vômito induzido ou outros métodos para redução do peso como o uso de laxantes e anfetaminas. Outros comportamentos anormais podem ocorrer, como por exemplo, o uso abusivo do álcool, furtos (especialmente envolvendo o de alimentos) e auto ferimentos.
Eles apresentam um relacionamento pobre com os pais, conflitos acadêmicos e relacionamentos pobres até com os próprios colegas.
A nutricionista Juliana Nader aponta como característica da bulimia nervosa  o grau de variação de peso, lesão ou dor nas mãos, desgaste dentário pelo sulco gástrico, dilatação gástrica, perfurações esofágicas, gastrite, ulcera, esofagites, alterações metabólicas e hidroeletrolitica.
Para ela o tratamento eficaz segue a mesma linha do tratamento para a anorexia, porém neste caso seria apenas para a escolha de uma alimentação mais saudável.
No tratamento da bulimia também devem estar incluídos psicólogos, nutricionistas, psiquiatras e endocrinologistas, da mesma forma como a anorexia. O tratamento psicológico também deve ser estendido a toda família.
Já a obesidade tem várias causas, ela pode ser fisiológica, genética, cultural e social, tornando impossível generalizar sobre o estado mental das pessoas obesas.
Primeiramente, precisamos saber qual tipo de obesidade a pessoa tem, se a obesidade vem desde a infância ou se tornaram-se obesas mais tarde, pois os que são obesos desde a infância tem mais dificuldade em manter a redução do peso, e são propensas à depressão quando estão de dieta.
A adolescência é uma fase bem complicada para os obesos, pois qualquer deformidade física nessa época pode resultar em auto repúdio e auto denegrimento, podem sentir-se repulsivos fisicamente em relação ao sexo oposto.
Pessoas com esse problema evitam se olhar no espelho para não entrar em contato com sua forma física e, assim como as pessoas que tem anorexia, os obesos superestimam suas medidas.
Como um dos tratamentos indicado para a obesidade, está a cirurgia bariátrica (para casos de obesidade mórbida), ela tem por objetivo reduzir a ingestão alimentar e manter a saciedade, porém exige também o mesmo tratamento multiprofissional dos demais transtornos.
Caso a obesidade não seja tratada de maneira adequada, a pessoa obesa pode desenvolver doenças crônicas como a diabetes e doenças cardiovasculares, fora os problemas de desequilíbrio emocional.
Portanto, fica a dica para cuidarmos mais da nossa saúde física e mental, pois só assim, com esse equilíbrio,  conseguiremos levar uma vida mais saudável!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que a família e a escola podem fazer?

Diante de todas essas consequências que vocês já leram a respeito do bullying, vamos ver o que as famílias e as escolas podem fazer para evitar que isso aconteça.
O primeiro passo, e o qual eu julgo ser o mais importante, é de responsabilidade dos pais que devem educar seus filhos pela e para afetividade, ou seja, dar muito carinho, amor, atenção, não ter atitudes de descaso ou super proteção em demasia, falar não e chamar atenção sempre que necessário, elogiar nas horas certas, ter um diálogo para a negociação das regras, tudo isso faz parte da educação e é importantíssimo para evitar o bullying.
Já a escola precisa ficar mais atenta a todos os sinais emitidos pela criança. Deve treinar e capacitar seus professores e todos os outros profissionais ligados ao espaço escolar para identificar e evitar que o bullying aconteça, e deve se conscientizar de que esse tipo de conflito já é considerado um problema de saúde pública.
Aumentar a supervisão na hora dos intervalos, não cometer atos agressivos, verbais ou não, contra seus alunos, evitar apelidos na sala de aula, ou rejeição de alunos por qualquer que seja o motivo podem ajudar a evitar que o bullying perturbe a paz dentro e fora das escolas.
Se cada um fizer sua parte na educação, com certeza podemos acabar com o bullying!!

Consequências do Bulling

Não tem como falar de bullying sem falar nas conseqüências que ele traz para seus protagonistas.
Tanto a vítima quanto o agressor e os espectadores sofrem conseqüências que podem ser muito sérias.
Vou começar pelas conseqüências causadas na vítima, que podem ser muito graves, começando na escola, a criança pode perder o interesse pela escola, apresentando um déficit de concentração se estendendo para um déficit na aprendizagem, com isso vem a queda do rendimento escolar, o absenteísmo, chegando até à uma vasão escolar. Já na saúde física e emocional a criança pode apresentar uma queda tanto na auto-estima quanto na resistência imunológica, pode causar estresse, sintomas psicossomáticos, transtornos psicológicos, depressão podendo chegar a um quadro de suicídio e homicídio seguido, ou não, de suicídio.
Os agressores, por sua vez, se distanciam e não conseguem se adaptar aos objetivos escolares, supervalorizam a violência como uma forma de obter o poder, desenvolve habilidades para condutas delituosas, além disso projetam condutas violentas ma vida adulta, e se fecham para a afetividade.
Para os espectadores as conseqüências também são graves, estes podem sentir insegurança, ansiedade, estresse e medo, que podem comprometer o seu processo socioeducacional.
Para Cleo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying, “dependendo do grau de sofrimento vivido pela criança, ela poderá sentir-se ancorada a construções inconscientes de pensamentos de vingança e de suicídio, ou manifestar determinados tipos de comportamentos agressivos ou violentos, prejudiciais a si mesma e à sociedade, isto se não houver intervenção diagnóstica, preventiva e psicoterápica, além de esforços interdisciplinares conjugados, por toda a comunidade escolar”.
Portanto, é importantíssimo ficar de olho nos sinais, pois esta forma de violência é de difícil identificação, porque as vítimas e os espectadores tem medo de sofrer represálias e sentem vergonha de admitir que estão apanhando ou passando por alguma situação humilhante na escola.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os personagens do Bullying

Hoje meu texto vai falar um pouco sobre os personagens do fenômeno bullying.
Estudiosos deste assunto identificam alguns personagens como protagonistas do bullying, e são eles: as vítimas, o agressor e o espectador.
As vítimas se apresentam de três formas diferentes:
  1. Vítima típica: é aquela que sente dificuldade de se impor, tanto fisica quanto verbalmente, perante ao grupo. Além disso também possuem características diferenciadas como por exemplo ser pouco sociável, ter baixa auto-estima, aspectos depressivos, ansiedade, insegurança, submissão, passividade, timidez, uma extrema sensibilidade, coordenação motora deficiente, aspecto físico frágil além de sofrer repetidamente as consequências dos comportamentos agressores.
  2. Vítima provocadora: são aquelas que atraem e provocam reações agressivas as quais não conseguem lidar, ela tenta responder e brigar quando é atacada ou insultada, mas não conseguem bons resultados. Geralmente são hiperativas, inquetas, dispersivas e ofensoras, são imaturas, de costumes irritantes e quase sempre são as responsáveis por causar tensões no ambiente em que se encontra.
  3. Vítima agressora: é aquela que reproduz os maus tratos sofridos. Ela procura uma vítima mais fraca do que ela, e como uma forma de compensação, reproduz todas as agressões sofridas.
Já o agressor tem caráter violento e perverso, lidera atraves da força e da agressividade, ele pode  agir sozinho ou em grupo, podem ser de ambos os sexos, tem aversão às normas, não aceita ser contrariado, possui um desempenho escolar deficitário (porém sem dificuldade de aprendizagem) e geralmente está envolvido em atos de pequenos delitos como roubo e/ou vandalismo.
E por último temos os espectadores que são os alunos que adotam a famosa "lei do silêncio", elas presenciam tudo, mas não tem coragem de tomar partido por medo de serem a próxima vítima.
Pesquisas realizadas no Brasil, inicialmente no interior de São Paulo, em estabelecimentos públicos e privados, com 1.761 alunos, comprovaram que 49% dos alunos estavam envolvidos no fenômeno bullying, sendo que 22% apresentam-se como vítimas, 15% como agressores e 12% como vítimas agressoras (fazendo com que o bullying torne-se um cilco vicioso).
Fica aqui mais algumas dicas para identificar os protagonistas do bullying.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Causas e características do Bullying

Como havia falado anteriormente, hoje vou continuar a falar um pouco mais sobre o porque uma pessoa se torna um agressor, cometendo bullying, e quais são as características do agressor e do agredido.
Primeiramente a pessoa se torna um agressor devido à carência afetiva, à ausência de limites e ao modo de afirmação de poder e de autoridade dos pais sobre os filhos, a maneira como os educam que incluem maus tratos e violência física e emocional.
Para o psicólogo e pesquisador norueguês da Universidade de Bergen, podemos prestar atenção a alguns comportamentos da criança para identificar se ela está sofrendo ou causando bullying; abaixo vou listar esses comportamentos em tópicos, começando pela vítima.
A vítima na escola:
  • se separa do grupo, se isolando no recreio ou ficando próximo de algum adulto ou professor;
  • a frequência nas aulas cai, devido ao aumento das faltas;
  • não faz as tarefas escolares direito, chegando a um ponto de total desleixo;
  • é sempre o último a ser escolhido nos jogos de equipe;
  • não gosta de falar diante dos colegas de classe, pois mostra-se inseguro ou ansioso;
  • está sempre com um aspecto triste, aflito, deprimido ou contraído;
  • apresenta ocasionalmente contusões, cortes, arranhões ou roupas rasgadas de forma não natural;
  • perde constantemente seus pertences.
A vítima em casa:
  • inventa desculpas para faltas às aulas;
  • muda de humor inesperadamente tendo explosões de irritação;
  • apresenta, com frequencia, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo antes de ir para aula;
  • está sempre com aspecto triste, aflito, deprimido ou contraído;
  • apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos nas roupas;
  • desleixo gradual nas tarefas escolares;
  • volta da escola com roupas sujas ou rasgadas e materiais escolares danificados;
  • tem altos gastos na cantina da escola;
  • pede dinheiro extra à família ou furta;
  • raramente possui amigos, ou se possui, poucos compartilham o seu tempo livre.
O agressor na escola:
  • faz brincadeiras ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil;
  • faz ameaças, dá ordens, domina, subjulga, insulta, menospreza, ridiculariza, difama;
  • coloca apelidos ou chama pelo nome e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
  • pega materiais escolares, lanches, dinheiro e outros pertences dos colegas sem que sejam autorizados;
  • incomoda, intimida, empurra, picha, bate, da pontapés, beliscões, puxa o cabelo, envolve-se em discussões e desentendimentos.
O agressor em casa:
  • aparece com dinheiro e objetos sem justificar sua origem;
  • tem habilidade para sair de situações difíceis;
  • volta da escola com ar de superioridade e com roupas amarrotadas;
  • é hostil, desafiante e agressivo com pais e irmãos, chagando ao ponto de atemorizá-los sem se importar com a diferença de idade ou força física;
  • exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém.
Está ai as dicas para que pais e professores fiquem atentos e de olho no comportamento dos alunos e filhos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que é, e o que não é Bullying

Bullying é o assunto do momento, principalmente dentro das escolas, por esse motivo resolvi fazer uma sessão especial para esse assunto.
O primeiro tópico vai ser um esclarecimento do que é bullying e do que não é bullying.
A palavra bullying vem do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém, é o famoso "valentão", "tirano"; o termo bullying tem sido usado em vários países e ele significa um conjunto de atitudes agressivas, crueis, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotado por uma ou mais pessoa contra uma outra, causando dor, angústia e sofrimento. As vítimas geralmente são pessoas consideradas pelo agressor mais fracas e frágeis e se tornam alvos de "brincadeiras" maldosas e na maioria das vezes intimidadoras.
O bullying apesar de estar em evidência nas escolas, ele pode se manifestar em qualquer lugar onde haja relações interpessoais, por exemplo no trabalho.
Segundo Adriana Ramos da Revista Nova Escola, para que a agressão se caracterize em bullying é necessário que a agressão ocorra entre pares, por exemplo colegas de trabalho ou colegas de classe, portanto conflitos entre aluno e professor ou aluno e gestor não são considerados bullying.
Para a doutora em psicologia educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Telma Vinha, o comportamento agressivo para ser considerado bullying deve apresentar quatro características básicas: 1. a intenção do autor em ferir o alvo, 2. a repetição da agressão, 3. a presença de um público espectador e 4. a concordância do alvo com relação à ofensa.
Em breve postarei mais informações sobre o bullying, como as características de quem sofre e de quem pratica, o que a escola e a família podem fazer, quais as consequências desse ato e caso vocês queiram o esclarecimento de algo em especial é só mandar a pergunta que terei prazer em respondê-la.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ajudando seu filho no início da alfabetização

A fase de início da alfabetização é um momento muito importante na educação dos filhos. É nessa fase que os pais se enchem de dúvidas em como ajudá-los para que eles possam ter o melhor desempenho possível ao assumir essa grande responsabilidade.
Aqui os pais vão encontrar algumas dicas básicas, mas que podem fazer toda a diferença no sucesso da alfabetização!!
Nesta fase a escola representa para os pequenos o lugar onde ele vai conhecer novos amigos, vai começar a dividir seus brinquedos, dividir a atenção com crianças e adultos e também vai adquirir novos costumes. Procurar entender "com carinho" cada momento que seu filho passa dentro da escola e em todo esse processo de alfabetização é com certeza o começo deste auxilio.
Além desse carinho é importante cuidar da saúde dele. Levar seu filho ao pediatra para fazer um exame de audiometria e a um oftalmologista para verificar se ele tem algum problema de visão, pode garantir que nenhum problema atrapalhe o desempenho do seu filho.
O lado emocional também deve ser cuidado, devendo ser proporcionado para ele um ambiente familiar tranquilo e saudável. Manter uma rotina para ele pode ajudar muito. É ideal que a criança participe das conversas sobre seus horários e suas atividades, tanto as atividades de lazer como as tarefas escolares. Dormir cedo, também deve fazer parte dessa rotina, começar a conversa dando exemplos para ele do quanto é importante dormir cedo é a melhor decisão, assim ele vai entender a decisão de vocês.
Reservar um cantinho na casa para que ele possa estudar também ajuda muito. O lugar deve ser tranquilo e iluminado, sem muitas distrações (como brinquedos em geral), tomando cuidado para que esse ambiente não se torne monotono.
Cumprir com os deveres básicos da escola como material completo, horário de entrada e saída e reuniões são fundamentais para que eles sintam que seus compromissos são importantes para vocês também e que vocês estão acompanhando o desempenho deles.
Essas foram as minhas dicas.
Lembrando que tudo que tem muito amor, carinho e conversa fica mais fácil!!!
Boa sorte!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que é "Psicoterapia"?

Psicoterapia é um processo, conduzido por um especialista, que tem como objetivo principal o auto conhecimento, proporcionando ao indivíduo um maior desenvolvimento da percepção de si mesmo, dos seus comportamentos, pensamentos e sentimentos. Fornece ao indivíduo subsídios para que o mesmo consiga entender melhor suas características, potencialidades e limites, melhorando assim as suas relações interpessoais (família, relacionamentos, etc.).
A psicoterapia pode ser feita individual, em casal, familiar ou em grupo, variando de acordo com a indicação.

O que é Psicologia?

Psicologia é a ciência que estuda o comportamento, os processos mentais e a relação entre eles em todo o domínio em que entram os comportamentos observáveis (correr, andar, falar, etc.) assim como os não observáveis (pensar, emocionar-se, etc.).